O Poder das Jogadoras na América do Sul

Durante este final de semana, foi realizado o I Foro Sudamericano de Jugadoras de Fútbol em Santiago, no Chile. O Foro contou com a presença de representantes da Asociación Nacional de Jugadoras de Fútbol Femenino de Chile (ANJUFF), do Sindicado Mundial de Jogadores Profissionais de Futebol (FIFPro), do Sindicato de Futbolistas Profesionales de Chile (SIFUP), a historiadora Brenda Elsey (University Hofstra, a María Inés Salamanca coordenadora da ONU Mujeres Chile, Paola Kuri criadora do Movimiento FutSinGénro (México) e atletas de quase toda América do Sul.

Foram apresentados dados históricos sobre o futebol feminino no continente, todas as mudanças que irão ocorrer devido a obrigatoriedade imposta pela CONMEBOL, prospecção para a modalidade e discutida a importância do envolvimento das atletas em todas essas mudanças.

Em diversos países as atletas têm se envolvido na criação de Órgãos para batalhar por mudanças significativas em suas seleções e em suas competições, mas no Brasil e na América do Sul em geral ainda estamos engatinhando. Algumas atletas e apaixonadas pelo futebol no Chile se organizaram e criaram a ANJUFF, para lutar por seus direitos no país, muitas ações já foram realizadas e mudanças significativas já começam a ocorrer devido a essa mobilização.

Esse encontro foi extremamente significativo e agora é o momento de nos mobilizarmos e começarmos a colocar o futebol Sul-americano no mapa mundial.

O discurso mais usado por aqui é que se gasta demais com futebol feminino e que não se tem retorno algum. Mas a pergunta seria se dedicam o suficiente para divulgar e tornar acessíveis as informações sobre as competições como se faz no masculino?

No ano passado a semi final do campeonato brasileiro de futebol feminino contou com à presença de mais de 25.000 expectadores na Arena da Amazônia. Neste ano o Chile recebeu a Copa América e contou com uma média de 14.000 expectadores nos jogos. Então esse discurso está ultrapassado e não passa de uma desculpa para seguir na era do comodismo e claro machismo enraizado na sociedade.

Todos esses números e fatos nos fazem pensar em mudanças necessárias, tanto nos órgãos competentes, como na postura e atitudes das atletas.

E minha pergunta é:

O QUE FAREMOS PARA SERMOS MAIS RESPEITADAS E APOIADAS?

O ponta pé inicial foi dado durante este Foro e a mobilização por parte de todas as participantes será grande. Se está formando um grande movimento para fazer a diferença em nosso continente e tornar o futebol feminino na América do Sul tão grande quanto merece ser.

Segue matéria do canal CDO chileno, que cobriu o evento e destacou a importância de tal iniciativa.

Foro Sudamericano de Fútbol Femenino

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